Administracao e Financas - Teoria e Pratica


ECONOMICO X FINANCEIRO

TER LUCRO, MAS NÃO TER DINHEIRO, E VICE-VERSA, E MAIS COMUM DO QUE PARECE, NA MAIORIA DAS EMPRESAS.

Talvez não existam palavras mais empregadas no mundo dos negócios do que econômico e financeiro.

Mesmo o trabalhador mais humilde dirá: Estou com problemas financeiros.

Em analises de balanços estes termos precisam ser muito definidos, pois, em caso contrario, se pode chegar à conclusão confusa.

ECONOMICO: Refere-se a lucro, no sentido dinâmico, de movimentação. Estatisticamente refere-se a Patrimônio Liquido.

FINANCEIRO: Refere-se a dinheiro. Dinamicamente, representa a variação de caixa. Estatisticamente, representa o saldo de caixa. O termo financeiro tem significado amplo e restrito. Quando encarado de forma restrita, refere-se a caixa; quando seu significado e amplo, refere-se a Caixa Circulante Liquido.

Resultado econômico e sinônimo de lucro (ou prejuízo). O lucro aumenta o Patrimônio Liquido, mas não as disponibilidades de dinheiro. Uma empresa pode estar em excelente situação econômica com imóveis, equipamentos, investimentos em outras empresas, mas sem dinheiro para pagar suas dividas. Algumas receitas e despesas não tem nenhum reflexo em dinheiro no exercício, como por exemplo, a depreciação, mas nem por isso deixam de ser lançadas na Demonstração do Resultado.

Poe essa razão, a analise de uma empresa deve tomar tanto a Demonstração do Resultado, que evidencia o lucro ou prejuízo, como uma entre duas demonstrações de natureza financeira possíveis: Demonstrações do Fluxo de Caixa ou Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos.

A DEMONTRACAO DO FLUXO DE CAIXA – Evidencia o movimento de caixa da empresa e serve para mostrar o resultado financeiro de curto prazo.

A DEMONSTRACAO DAS ORIGENS E APLICACOES DRE RECURSOS – Evidencia a variação do Capital Circulante Liquido e serve para mostrar o resultado financeiro de médio e logo prazo.

A variação do saldo de caixa mostra se a empresa conseguiu ou não aumentar as suas disponibilidades de dinheiro. Não há duvida de que, em caso positivo, a empresa estará momentaneamente melhorando a sua capacidade de pagamento. Resta saber se futuramente também tendera a melhorá-la ou se a melhora de hoje não se faz em detrimento da situação futura de caixa. Ai e que entra o Capital Circulante Liquido, uma espécie de valores monetários líquidos, do qual decore a capacidade de pagamento da empresa.

A receita operacional da empresa, por exemplo, gera Capital Circulante Liquido. Quando isso acontece, a empresa reforça a sua capacidade de pagar dividas de curto prazo. No momento do faturamento a prazo não entra dinheiro no caixa. Isso talvez possa, em certos casos, representar alguma dificuldade momentânea de caixa. Passados alguns dias, 30, 60, 90, conforme o prazo, a empresa recebe o dinheiro da venda e pode dispor dele para atender a seus compromissos.

Já um empréstimo bancário em que o dinheiro entra instantaneamente em Caixa, só melhora a situação financeira da empresa a curtíssimo prazo, pois, se o empréstimo a alivia hoje, dentro de 30, 60 ou 90 dias ira reivindicar pagamentos e poderá agravá-la conforme os juros. Ou seja, os empréstimos bancários na melhor das hipóteses, chutam para frente, na pior, e bola na marca do pênalti. Por is, certas entradas de caixa podem nada significar. Já os aumentos de Capital Circulante Liquido representam acréscimos no Ativo Circulante e/ou redução de Passivo Circulante que acabarão por desaguar no Caixa, melhorando a capacidade de pagamento da empresa. Por isso, o termo financeiro e muito mais bem empregado quando relacionado a Capital Circulante Liquido do que quando relacionado a Caixa.

Contato: administracao.financas@infonet.com.br

Escrito por Hugo Amaral às 19h24
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FUNCAO DA EMPRESA

A empresa desempenha importante papel econômico e social no mundo moderno, tendo a função de coordenar os chamados fatores de produção para obtenção de bens destinados à satisfação das necessidades humanas.

Os fatores da produção são recursos disponíveis; abrangem:

1. RECURSOS NATURAIS - como solo floresta, mares e rios, por exemplo.

2. TRABALHO - que e a mão-de-obra, podendo ser especializado ou não.

3. CAPITAL - que compreende maquina, equipamentos e instrumentos utilizados na produção dos bens ou serviços.

Em relação às necessidades humanas, elas atingem diferentes escalas de importância e satisfação. Segundo Maslow, as pessoas são estimuladas ou motivadas de acordo com as solicitações de suas necessidade, decorrendo daí uma escala de prioridades:

• NECESSIDADES FISILOGICAS: ar, alimento, roupas moradia e saúde.

• NECESSIDADE DE SEGURANCA: proteção contra o perigo.

• NECESSIDADES SOCIAIS: amizade e participação em grupos sociais.

• NECESSIDADE DE ESTIMA: reputação, reconhecimento, auto-estima e amor.

• NECESSIDADES DE AUTO-REALIZACAO: realização do potencial, utilização do talento individual.

A atividade econômica desenvolvida pela empresa na produção de bens abrange desde as atividades de extração, cultivo e criação, ate o processo de transformação. A pesquisa cientifica, em todas as áreas como, por exemplo, engenharia genética e tecnologia de ponta são uma realidade na atividade de muitas empresas.

O avanço da tecnologia da informação, as preocupações com o meio ambiente e a defesa da natureza também são fatores que atingem os governos e os cidadãos. Desse modo, a empresa, mesmo tendo como objetivo principal o lucro, tem outros importantes objetivos e desafios, como o comprometimento no atendimento as necessidades de seus clientes, a busca de constantes aprimoramentos tecnológicos, a pressão da concorrência, bem como as respostas às cobranças da sociedade, entre outros fatores.

Do ponto de vista de analise financeira, e importante o analista conhecer os produtos que a empresa analisada produz e a importância desses produtos para a satisfação das necessidades de seus clientes. Isso confirma a necessidade de uma visão multidisciplinar.

Contato: administracao.finacas@infonet.com.br



Escrito por Hugo Amaral às 17h03
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A IMPORTANCIA DOS INDICES FINANCEIROS PARA AS FINANCAS EMPRESARIAIS

Dentre os muitos tópicos analisados quando nos referimos a Finanças, podemos destacar os Índices Financeiros e Econômicos como norteadores no contexto da tomada de decisão.

A correta análise e interpretação destes indicadores, incluindo a comparação com Índices de outras organizações do mesmo setor, torna-se imprescindível ao Administrador.

Sabemos que não é função do Administrador a elaboração das Demonstrações Contábeis, pois essas são de competência do contador! Mas saber analisar os Relatórios Contábeis que o Contador da empresa divulga é uma obrigação do Administrador.

Podemos ir um pouco além ao citar a importância dos Índices para os Empresários, Investidores, Acionistas, funcionários, etc. A avaliação econômico-financeira de uma empresa baseia-se no seguinte tripé:

1. SITUCÃO FINANCEIRA - Liquidez;

2. ESTRUTURA DE CAPITAL – Endividamento;

3. SITUCÃO ECONÔMICA – Rentabilidade;


Escrito por Hugo Amaral às 13h16
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